sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sobre Jovem Guarda e duetos.

Pois é.

Aqui em casa, os gostos musicais são variados, porém, refinados. Meu pai é apaixonado por música brasileira, a velha e bela MPB e também por música clássica. O mesmo vale para a minha mãe, contudo, ela se estende um pouco mais, e ama Beatles e as demais bandas clássicas do Rock. A nível nacional, ela sempre se encantou com a Jovem Guarda. E, inserido nesse movimento, está o Rei. Não o Elvis, o Robertão.

Tal nome é um ponto de atrito por aqui. Minha mãe adora, entretanto, meu pai não o acha grandes coisas. Devido à voz do cara e sua falta de engajamento social durante os idos da década de 1960/70, período de forte repressão e censura por parte do governo militar. Pois, afinal, tivemos Chico, Geraldo Vandré e suas flores e Caetano.

Sempre que penso em Roberto Carlos, lembro um momento: Que ocorreu há alguns natais passados, em que ele obrigou o Brasil a vê-lo fazendo um sensível dueto com um cantor de funk. Eu não lembro a música, pois
diferente de Mozart com suas composições atemporais, tal gênero tem canções passageiras e, deveras, esquecíveis.

Se eu não esquentava com a falta de engajamento dele, ele acabou por me dar uma motivo pra cismar com ele: Misturar MPB com funk é quase uma sacanagem com o país. Uma palhaçada, que nem deveria ser levada a sério. O povão gostar da coisa, beleza. Mas tem coisas que não me descem e essa foi uma delas.

Em falando em política e seriedade, está em cartaz, pela campanha de popularização do teatro e da dança de Belo Horizonte, a peça 'Chico Rosa' que tem como ponto de partida um encontro entre dois expositores da música brasileira, Chico Buarque e Noel Rosa. A idéia é assaz interessante e me fez pensar em outros cantores que eu desejaria ver um encontro. Mas isso é papo de outras horas e outras linhas, é claro.